O bilhete

Por: Caê Nóbrega

Já falamos aqui sobre a prova social, que ocorre quando as pessoas, em um momento de insegurança, tomam suas decisões baseadas nas ações dos outros.

No post de hoje, iremos falar sobre uma ferramenta simples para reconhecer o trabalho e a colaboração das outras pessoas: o bilhete.

Tive a oportunidade, durante um voo, de presenciar dois momentos ilustrativos dessa ferramenta.

Jéssica estava em seu primeiro voo como comissária de uma Cia. Aérea de pequeno porte. Após um ano de treinamento, havia chegado o dia de sua “estreia”. Nervosa e um pouco tímida, parecia um peixe fora d´água. Ao seu lado estava Érika, uma comissária com anos de experiência, olhar frio do tipo de mal com a vida e sem nenhuma paciência.

Quando começaram a passar com o tradicional carrinho, oferecendo lanches e bebidas, Érika foi ríspida com Jéssica pela primeira vez. Um minuto depois disse, novamente e sem nenhuma delicadeza, que Jéssica não sabia o alfabeto e por isso errava a ordem a ser servida e, para terminar, deu uma bufada por Jéssica não ter ouvido o pedido de um passageiro.

A cada invertida, Jéssica transpirava, olhava para todos os lados desconsertada, aparentando estar muito nervosa. Naquele momento, lembrei-me de uma sugestão do livro 1001 Maneiras de premiar seus colaboradores, então peguei uma folha do caderno e imediatamente escrevi:

Jéssica,

“Tudo o que é feito com a maior perfeição hoje, já foi mau feito um dia.” Para chegar ao sucesso, leva-se tempo. Seja persistente e principalmente PACIENTE.

Obrigado pelo meu segundo suco de laranja e pelo seu atendimento, sorria mais.

Boa Sorte!

Dobrei o papel e em cima escrevi, mais uma vez, “Obrigado”. Ao chegar à primeira escala, imediatamente levantei, entreguei o bilhete e voltei ao meu lugar, pois já iríamos decolar para o meu destino final. Após aproximadamente cinco minutos, eu não aguentei de ansiedade, olhei para trás e lá estava Jéssica lendo o bilhete e sorrindo.

Jéssica agradeceu pelo bilhete, com muita euforia e sem nenhum nervosismo aparente. Resultado? A segunda parte da viagem foi outra. Ela estava confiante, muito entusiasmada, pois se sentia valorizada.

O que fiz foi usar e adaptar uma das inúmeras formas de reconhecer uma pessoa. Quando isso é feito, as pessoas sentem-se importantes, queridas e esforçam-se mais para receberem mais reconhecimentos.

Segue algumas dicas para dar este tipo de reconhecimento simples e eficaz:

  • Procure flagrar as pessoas fazendo algo positivo e imediatamente escreva um bilhete;
  • Deixar um Post It colado na tela do computador é uma ótima sacada;
  • Mostre que o reconhecimento é verdadeiro e personalizado;
  • Não espere algo grandioso acontecer, reconheça desde as pequenas ações.

Os bilhetes são uma forma de reconhecimento informal e sua prática garante ótimos resultados. Eles ajudam a criar um ambiente de confiança, mais leve e de aprendizado mútuo.

“Compensação é o que você dá às pessoas por realizarem o trabalho que elas foram contratadas para fazer. Reconhecimento, por outro lado, celebra uma iniciativa que extrapola seu campo de atividades.” – How to Profit from Merchandise incentives

 

Sobre Crescimentum

A Crescimentum começou seus trabalhos com foco em Coaching de executivos e logo agregou uma área focada em treinamento para líderes de empresas. Combinando o Coaching individual com o treinamento formal, tornou-se rapidamente referência no trabalho de formar e desenvolver líderes. O grande diferencial da Crescimentum está na sua equipe, que agrega profissionais com experiências e formações diversas. A equipe é composta por ex-executivos do mercado e também por profissionais com larga experiência na área de Recursos Humanos. Isso faz com que o resultado do trabalho tenha, ao mesmo tempo, embasamento técnico e prático.
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2 respostas a O bilhete

  1. Viviane diz:

    Realmente , reconhecer o trabalho e a colaboração das pessoas em que convive é fundamental. Seria muito bom se todos pensassem desta forma. Parábens!

  2. Rubens Junior diz:

    Excelente Cae! Realmente não existe nada mais gratificante que fazer a diferença na vida de alguém. O ser humano por natureza é muito individualista está sempre focado em solucionar seus proprios problemas e como consequência acabamos esquecendo de adotar a postura “E”, tenho certeza que Jéssica jamais esquecerá do bilhete.

    Parabéns e grande abraço

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